ES lança Movimento para redução de acidentes

Para conscientizar a população para um trânsito mais gentil, seguro e humanizado, o Governo do Estado, por meio do Departamento de Trânsito do Estado do Espírito Santo (Detran|ES), lançou o Movimento “Rua Coletiva, uma convivência melhor a cada esquina”. Trata-se de um convite aos cidadãos para o olhar para os lados, enxergar o próximo e lutar para a redução de acidentes de trânsito em todo o mundo. O Órgão também realizará a cerimônia de abertura do Movimento “Maio Amarelo”.

“A intenção principal do Movimento é a conscientização da população, por meio da educação e da promoção das leis para o conhecimento de todos. Abordaremos seis principais focos de atenção, com objetivo na redução da mortalidade como: uso do celular, cinto de segurança, capacete para motociclistas, cadeirinha para crianças, velocidade e alcoolemia. De certa forma, todas as medidas são preocupações individuais, mas que têm grande impacto na coletividade”, destacou o diretor geral do Detran|ES, Romeu Scheibe Neto.

Para atrair o engajamento da sociedade, várias ações serão desenvolvidas durante o mês de maio. Filmes, anúncios, outdoor, aplicativos de celular, mídias sociais e ações urbanas foram produzidos com o foco de mostrar a dimensão e o impacto que os acidentes têm no mundo e no Brasil, associando ações educativas e o conceito “Rua Coletiva”.

Década de Ação em Segurança no Trânsito

Em Março de 2010, a Assembleia-Geral das Nações Unidas editou uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que contabilizou em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países.

Por conta dos acidentes, aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas. Além disso, os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito. A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cindo de segurança e das cadeirinhas. No Brasil, desde 2014, um Movimento luta pela preservação e redução de acidentes de trânsito. Esse Movimento chama-se “Maio Amarelo”.

Maio Amarelo

A preocupação constante em reduzir acidentes de trânsito; em transformar nossa sociedade em um povo mais fraterno e educado quando o assunto é trânsito; a incessante busca em programas, projetos, sensibilização e formas de conscientização eficazes e eficientes para todos os tipos de públicos e com isso reduzir o gigantesco número de mortos e feridos pelas ruas de todo país, fez com que muitas entidades, já envolvidas com essa causa, convergissem seus esforços para uma mobilização.

Foi então que, em 2014, o Movimento “Maio Amarelo” nasceu com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

O objetivo é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Folha Vitória e a Jovem Pan Vitória apoiam este movimento.

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2 anos ago

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MAIO